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Depressão e Atividades Físicas

Entendendo a depressão

É uma doença psiquiátrica que pode se tornar crônica e que produz alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda/melancolia, associada a baixa autoestima e causa alterações do sono, do apetite e da libido, além de um estado de fadiga constante e falta de concentração.

Enganam-se aqueles que pensam que a depressão atinge uma determinada parcela da população, seja por gênero, idade ou condição sócio-cultural-econômica.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial Da Saúde), a quantidade de casos de depressão cresceu 18% em dez anos e até 2020 esta será a doença mais incapacitante do planeta, hoje estima-se que perto de 322 milhões de pessoas no mundo sofrem com a condição.

O Brasil é campeão de casos de depressão na América Latina. Quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de pessoas, sofre com a doença, segundo dados da OMS.

Como Combatê-la?

De forma ortodoxa, o tratamento da depressão baseia-se em acompanhamento médico constante, e com a ministração de medicamentos psicoterapêuticos ou em casos mais graves com anti-depressivos.

Estudos recentes demonstram que outras formas não farmacológicas auxiliam no tratamento da depressão, dentre elas destacamos a prática da atividade física. Observa-se que os benefícios crônicos causados pelo exercício físico alteram significativamente a condição da doença e isto se deve a diversos fatores dentre os quais destacam-se: redução dos estímulos estressores, aumento do estímulo sobre sistema nervoso central e memória recente, melhoria na interação social, melhoria no quadro fisiológico em geral e mais especificamente no controle hormonal, destacando-se três importantes hormônios que atuam diretamente sobre o humor e as emoções.

ENDORFINA: propicia um efeito tranquilizante e analgésico no praticante regular. A pessoa consegue beneficiar-se de um efeito relaxante e manter-se em um melhor estado psicossocial.

SEROTONINA: apelidada de hormônio da felicidade, ela aumenta a felicidade e melhora o humor. Dentre vários benefícios a serotonina regula o sono sendo um dos precursores da melatonina e causa uma sensação de relaxamento e felicidade.

OXITOCINA: apelidada de hormônio do amor, a produção deste hormônio está intimamente ligada ao estreitamento do vínculo afetivo entre mãe e filho ao nascer, mas sabe-se que sua produção também é estimulada a partir do contato físico ou convivência social, é sempre bem vista pelo efeito que tem nos comportamentos pró-sociais, com seu papel na facilitação da confiança e do apego entre indivíduos.

Fica a dica

Nunca pense que você está só, procure auxilio, seja familiar ou profissional. Aliar o tratamento fármaco convencional com a prática de atividades físicas, sejam ao ar livre ou em ambientes cujo suporte e opções podem despertar em você a vontade renascida do prazer e da alegria de viver a vida em sua plenitude.

Prof. Marcelo Alcantara – CREF 515 G/DF